O conceito de mobilidade é extremamente abrangente, pelo que comporta várias formas e alcança diferentes áreas, como, por exemplo, a mobilidade quotidiana, social e do trabalho. Há ainda outra vertente da mobilidade, onde aprofundarei o meu trabalho hoje, a migração.
A mobilidade quotidiana encontra-se no nosso dia a dia nas facilitações que nos são proporcionadas, muitas das vezes pela arquitetura e a linguagem nela integrada. Este é o conceito que, na minha opinião, está mais interligado com o urbanismo. A mobilidade local inclui aspetos como adaptações que nos permitem chegar de A a B, independentemente das nossas limitações. Escadas, rampas para pessoas de mobilidade reduzida, mapas com identificações escritas em braile para pessoas com dificuldades visuais, são tudo exemplos da mobilidade local a ser auxiliada pelos efeitos do urbanismo. A mobilidade global já se aplica a uma maior escala, contando com carros em viagens para países vizinhos e aviões quando a distância é significativa.
Passando para a migração, há duas noções específicas a ter em conta. O ato de emigrar, para quem se desloca para fora do seu país, e o de imigrar, para entra num país novo. Para ambas as ações há diferentes motivos que podem levar uma pessoa ou uma família a segui-la, motivos estes que se foram sempre observando ao longo da nossa história. No começo com os povos nómadas, que se deslocavam de local em local, com o fim de encontrar condições mais favoráveis ao seu desenvolvimento - melhores locais de caça, abrigos mais protegidos, etc. - razões que são ainda muitas delas parecidas com as que nos levam a mudar de país hoje em dia.
A maior parte das famílias que saem do seu país de origem, buscam encontrar segurança e melhores condições monetárias, de forma a garantirem para si uma melhor qualidade de vida.
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